sábado, 20 de agosto de 2011

Enquanto o vento sussurrava,
ela andava descalça pelo jardim.
Seus olhos observavam o céu,
não procuravam um deus
nem uma deusa,
apenas olhavam e desfrutavam da paz e silêncio.
Porque por enquanto tudo era calmaria,
mas amanhã já poderia não ser.
Isso não importava,
porque ali dentro não haveria guerra
ou quem sabe discordância,
pois do seu ego nem sombra surgiria!

Lígia G.V.
Luz e paz!

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Lowin já estava bem longe quando o céu anunciou a chegada da tempestade.
Raios vinham de todos os lados,
os animais corriam para se esconder do que se aproximava.
Selene observava a tudo do alto da torre,
seus olhos vidrados nas nuvens negras.
Tudo isso não era sinal de maldade,
pois ela era doce como uma rosa e
forte como um trovão,
mas sim sinal de sua força.
Aquilo era necessário para apagar as trevas que Lowin havia deixado ali.
Era necessário para finalmente enterrar o passado.
Ela poderia permanecer ali durante a tempestade toda, 
pois nada a atingiria,
nem uma gota de chuva, nem uma grande ventania,
pois Selene era a terra, fogo, água e ar,
Selene era agora a tempestade!
Mas decidiu entrar e se aquecer.
As nuvens envolveram a torre
tornando seu castelo belo mais mágico do que já  era.
E do alto, não se sabe de onde,
um lindo lírio branco foi jogado 
exatamente no lugar onde Selene estava antes,
e ali ele permaneceu intacto durante toda a tempestade.
E quando o sol surgiu radiante no céu,
o lindo lírio transformou-se em luz
e em seguida se dissipou no ar
da mais suave forma...

Lígia G.V.
Luz e paz!


domingo, 17 de julho de 2011

Lowin caminhou em direção ao portão,
seus passos silenciosos,
seus olhos em chama.
A tempestade estava bem próxima agora,
e era melhor ele chegar logo em casa ou morreria pelo caminho.
Mas ele parou, olhou para trás,
e falou com a voz rouca:
Selene, Selene, não sabe com o que brinca, não é mesmo?
Ela sorriu com os olhos,
"Foi você quem provocou tudo isso!
Eu sei muito bem o que faço, 
você é que parece perdido!"
E talvez Selene tivesse completa razão,
porque no fundo dos olhos cinzas de Lowin
era possível ver medo e coragem,
confiança e insegurança,
amor e ódio!
Toda a dualidade que ele sempre fora...

Lígia G.V.
Luz e paz!

sábado, 16 de julho de 2011

Lá estava ele, sentado no muro, segurando sua espada.
Seus olhos olhando o chão...
Selene caminhou em sua direção,
e resolveu não lutar com aquele que um dia tanto amara.
"Levante-se, Lowin, e olhe para mim!
Saia logo daqui, pois o que vem de meu céu não deve alegrá-lo.
Vá para o seu reino e não me procure para acertar o passado.
Você me esqueceu quando mais precisei de você,
as trevas se inclinavam diante de mim e
do outro lado a luz me guiava...
Fui forte o suficiente para conseguir me erguer!
Não me procure mais! 
Meus olhos já não brilham quando o vejo
e não clamam por seu olhar!
Eu não o desejo mais!
E quando arquitetar algo contra mim,
não se esqueça, querido Lowin, que eu sou a filha da Lua!"

Lígia G.V.
Luz e paz!



segunda-feira, 4 de julho de 2011

Continuou a cavalgar, agora um pouco depressa
Sabendo de tudo,
conhecendo todos.
O passado reinando,
ela era o que sempre fora,
mas que tinha permanecido dormente durante algum tempo.
E quando chegou aos portões do castelo,
e o sol brilhava, 
Selene recitou alguma coisa
e tudo ficou cinza. 
Cinza como os olhos dele...

Lígia G. V.
Luz e paz!