quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Esquecer...



Seus olhos estão perdendo a cor, e seu sorriso já se confunde a tantos outros. O seu riso já não tem som e os seus passos começaram a sumir. Eu só queria que você permanecesse intacto em minha memória.

Lígia G. V.

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

E quando ela virou o seu rosto eu pude ver novamente o olhar que por tantos anos esperei. Milhões de estrelas se uniam e juntas formavam os olhos daquela linda menina. Seu cabelo já não era ruivo e seus olhos já não eram verdes, mas ainda era aquela que eu tanto amara. 
- Qual é o seu nome? - eu perguntei mesmo conhecendo a resposta.
- Lilian. - e então ela sorriu.
Agora ela se chamava Lilian, mas como há tantos anos eu falei, aquele menina a minha frente sempre voltaria e sempre traria luz. E teria sempre a alma de uma guerreira e um amor sem tamanho. Ela seria para sempre Lihana. E eu seria para sempre Adrenah.

Lígia G. V.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Deixe a luz entrar


Veja que o sol já nasce e leva embora a escuridão.
Banha de luz a vida e preenche o frio coração.
Veja que você não é tão pequeno quanto imagina
e que junto a tantos outros sua grandeza aumenta.
Ouça o som do universo que traz o amor e a paz 
e que aos poucos transforma quem você é
e transforma-se em você.
Lembre-se do que quiser lembrar,
sonhe o que quiser sonhar.
Veja que as estrelas já brilham no céu escuro da noite
e ao seu modo trazem luz a quem quiser vê-la.
e a quem desejar sê-la!

Muita luz e paz!
Lígia G. V.

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

O mar, a chama, a Flor, o vento

Ilustração de Josephine Wall

A cada canto, a cada som,
a cada cor, a cada dança,
uma pétala nova se abre.
A cada giro, a cada amor,
a cada canção, a cada olhar,
uma nova semente brota.
A cada sorriso, a cada gota,
a cada sol, a cada mestre,
um novo verde surge.
A cada vento, a cada onda,
a cada folha, a cada chama,
uma nova etapa começa.
Com suas flores, suas danças.
Suas rodas, seus cantos.
Sua magia e sua beleza.

Lígia G. V.
Luz e paz.

sexta-feira, 24 de agosto de 2012



Gritamos com a voz,
com os olhos,
com o corpo.

Gritamos através de um desenho e
de um poema escrito em um caderno velho.
Gritamos através da música e da dança.

Gritamos por estarmos presos entre quatro paredes durante anos.
Muitos gritam sem ao menos saber que gritam.
Gritamos também por aqueles que se calam.

Gritamos porque às vezes escutamos que devemos deixar o sonho para depois.
Gritamos porque nos sentimos presos em uma realidade sem felicidade.

Gritamos porque somos obrigados a sentar corretamente o tempo todo
e a calar a voz quando queremos mostrar a verdade.
Gritamos porque não suportamos a falsidade e superficialidade.

Não gritamos apenas por gritar,
gritamos para sermos ouvidos,
para sermos compreendidos.

Gritamos por mudança,
por transformação
e renovação.

Gritamos por um sistema novo,
por mais imaginação e compreensão.
Gritamos por mais respeito e liberdade.
Gritamos por nossos sonhos
e por mais amor!

Gritamos por menos status e aparência.
Gritamos por mais essência! 

Gritamos tanto tempo e de tantas formas e por algo melhor
e ainda assim somos chamados de adolescentes rebeldes.

Quantos gritos mais terão que ser dados para que as pessoas despertem
e finalmente as coisas mudem?

Lígia G. V.